Ó PESSOAL...

...Visitem-se uns aos outros...cliquem nos cartões e conheçam os outros sócios.
Não deixem também de ver as publicações anteriores. Há sempre coisas interessantes que por vezes nos passam ao lado...

terça-feira, 30 de setembro de 2008




Paul Newman
até os grandes
partem...
mas deixam
a sua obra...
para SEMPRE!!!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Chegou o outono!

POis parece que o outuno apareceu por estes dias.Tambem ja nao era sem tempo!Ja desde o ano passado que ninguem lhe punha a vista em cima!Uns diziam que tinha morrido outros diziam que tinha sido morto e o seu cadaver sodomizado repetidas vezes.Parece que nao.Se calhar so foi sodomizado repetidas vezes.


"Mokas's way it's a differnt way to do and to see it..."

terça-feira, 23 de setembro de 2008


os dias agora podem ter este aspecto

Bem vindo Outono - visto por Miguel Torga

Outono

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.

Miguel Torga, Diário X (1966)

Sócio nº55 - http://www.adesenhar.blogspot.com/
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OUTONO EM PORTUGAL E PRIMAVERA NO BRASIL

OUTONO EM PORTUGAL


O outono já chegou - aos arrufos do vento
as folhas num desmaio embalam-se pelo ar...
- vão caindo... caindo... uma a uma, em desalento
e uma a uma, lentamente, vão no chão pousar...

O céu perdeu o azul - vestiu-se de cinzento
e envolveu na neblina a luz baça do luar...
- na alameda onde vou, de momento
a momento, há um gemido de folha a cair e a expirar...

O arvoredo transpira as carícias dos ninhos,
e o vento a cirandar na curva das estradas
eleva o folhareu no espaço em redemoinhos...

Há um córrego a levar as folhas secas em bando...
- e à aragem que soluça entre as ramas curvadas,
parece que o arvoredo em coro está chorando!...

J.G. de Araújo Jorge




PRIMAVERA NO BRASIL

Primavera

(Cecília Meireles)


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.



segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Hora do Musicoil

boney m-rasputin

sexta-feira, 19 de setembro de 2008


Bom dia a todos neste quase final de verão,
que não foi muito famoso, ao contrário do
que anunciaram

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

GOSTAM DE DANÇAR?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A minha maneira de vos saudar hoje


terça-feira, 16 de setembro de 2008

O carro ideal das mulheres